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CARTA DO PAPA SÃO JOÃO PAULO II

São Bento
Patriarca dos Monges do Ocidente e Patrono da Europa

“Em qualquer religião sempre houve quem, ‘esperando resposta para os enigmas da condição humana', fosse atraído de maneira singular para o Absoluto e para o Eterno. Entre estes, no que diz respeito ao cristianismo, sobressaem os monges, que, já no século III e IV, tinham instituído, nalgumas zonas do Oriente, uma forma de vida própria, tendente a realizar, por inspiração divina, e a exemplo de Cristo ‘orando sobre o monte', ou uma vida solitária e segregada, ou a dar-se ao serviço de Deus na convivência da caridade fraterna. 

Do Oriente, por conseguinte, penetrou a disciplina monástica em toda a Igreja e alimentou o salutar propósito de outros que, mantendo as normas da vida religiosa, imitavam o Salvador, ‘que anunciava às multidões o reino de Deus e trazia os pecadores à conversão’. 

Quando, devido a esse espiritual fermento, a Igreja se tinha já desenvolvido, mas simultaneamente se arruinava na cultura, e o mundo romano envelhecia – pouco antes de fato, tinha caído o Império Ocidental -, pelo ano 480 nascia, em Núrcia, São Bento. 

‘Bento pela graça e pelo nome, desde a infância tinha um coração adulto’ e, ‘desejando agradar somente a Deus’, pôs-se à escuta do Senhor, que procurava o Seu operário, e vencendo as excitações do espírito, percorreu caminhos ‘duros e ásperos’, isto é, enveredou ‘pelo caminho estreito que conduz à vida’. 

Levando vida solitária em alguns lugares, conseguiu que o seu coração ficasse aberto só para Deus; movido unicamente por Seu amor, reuniu outros homens, com quem, como pai, entrasse ‘na escola do serviço do Senhor’. E assim, unindo ao sentimento do próprio dever a prática esclarecida ‘dos instrumentos das boas obras’, ele, e seus companheiros constituíram uma cidadezinha cristã, ‘onde finalmente – como disse Paulo VI, predecessor nosso de recente memória – reinassem o amor, a obediência, a inocência, o ânimo desapegado das coisas do mundo e a arte de usar delas retamente, o primado do espírito, a paz – numa palavra – o Evangelho’. 

Praticando assim o que havia de bom na tradição eclesial do Oriente e do Ocidente, o Santo de Núrcia chegou a considerar globalmente o homem, cuja dignidade, como pessoa, inculcou como sem igual. 

Quando morreu, no ano de 547, já estavam lançados sólidos fundamentos para a disciplina monástica, que, particularmente depois dos sínodos da Idade Carolíngia, tornou-se o monaquismo ocidental. Este, por meio das abadias e outras casas beneditinas, difundidas por toda parte, constituiu a união primitiva e originária da nova Europa: dizemos da Europa, a cujas ‘gentes, que vivem desde o Mar Mediterrâneo até à Escandinávia, da Irlanda até os territórios abertos da Polônia, os filhos deste Santo – com a cruz, com o livro e com o arado – levaram à civilização cristã”. 

(Trecho da Carta Apostólica de Sua Santidade o Papa São João Paulo II, no XV centenário do nascimento de São Bento). 
 

 

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